
ET Varginha
Cidade do interior de Minas Gerais, a 320 quilômetros de Belo Horizonte, onde duas criaturas extraterrestres foram supostamente capturadas em 20 de janeiro de 1996 numa operação conjunta da Policia Militar, Corpo de Bombeiros e Escola de Sargentos das Armas (ESA). Um dos alienígenas, muito debilitado, morreu no hospital da cidade. O outro sobreviveu. Na manhã do dia seguinte um comboio militar teria levado os dois ETs, o morto e o vivo, até a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde as criaturas, diz a lenda, ficaram sob os cuidados do médico-legista Fortunato Badan Palhares.
As instituições envolvidas na história – o hospital, a escola de sargentos, a PM, o corpo de bombeiros e a universidade – afirmam que tudo isso é invencionice dos ufólogos brasileiros. Pode ser. Mas alguma coisa esquisita andou por Varginha naquele dia de 1996. Três garotas (Kátia Andrade Xavier, Liliane Fátima da Silva e Valquíria Aparecida da Silva) juram ter visto uma criatura de pele oleosa, cor marrom-esverdeada, com veias salientes no pescoço e grandes olhos vermelhos. Se o bicho era mesmo um alienígena, ninguém sabe.
Ufólogos brasileiros juram que possuem depoimentos gravados que comprovam a captura e a manobra de desinformação ralizada pelos militares. Mas eles se recusam a divulgar os documentos, sob alegação de que isso prejudicaria várias pessoas envolvidas na operação. Varginha é um caso raro de conspiração ao avesso: os denunciantes é que escondem as provas.
Sobre Badan Palhares:
Ex-chefe do Departamento de Medicina Legal da UNICAMP o médico legista Fortunato Badan Palhares é o ponto comum de três teorias conspiratórias:
- Em 1986, Badan comandou a equipe que identificou a ossada do carrasco nazista Joseph Mengele. Mas o caçador de nazistas Simon Wiesenthal contestou o laudo, afirmando que Mengele estava vivo e bem em algum outro lugar.
- Em 1996, Badan foi acusado pelos ufólogos brasileiros de ter se encarregado das duas criaturas extraterrestres supostamente capturadas em Varginha por militares brasileiros. Uma delas morta teria sido autopsiada pelo legista. A outra, ainda viva, estaria aprisionada num laboratório subterrâneo secreto da Universidade. Até hoje.
- Em 1996, Badan assinou o laudo da morte de P.C. Farias ex-tesoureiro do presidente Fernando Collor de Mello. O documento afirma que a namorada de P.C., Suzana Marcolino , havia atirado nele e depois se suicidado. Quatros anos depois, em 2000, o laudo foi contestado pela CPI do Narcotráfico. Segundo os investigadores, Suzana e P.C. foram assassinados como queima de arquivo. Badan Palhares foi acusado de produzir laudos falsos sob medida.