Sargão e as mulheres de Atenas

Olá pessoal, estava neste fim de semana brincando um pouco com os meus livros e sem querer peguei um livro muito interessante, ela fala de textos históricos verídicos e devidamente comprovados ao longo da historia, pensei comigo: por que não levar esses textos para o pessoal do blog? bom aqui estou, espero que gostem.

Para iniciar vou trazer dois texto um contando sobre a historia de Sargão, ele nasceu na sumeria posteriormente conhecida como Babilónia, sua historia é idêntica a de outro personagem que viveu um pouco depois e que acredito que a maioria conheça: Moisés, pra quem ainda não leu, leia Bíblia – Êxodo Cap2.

O outro texto conta a historia de um grego que fugindo dos argianos foi morto pelas mulheres de Atenas, bom a historia é um pouco cómica mais o objetivo é mostrar a roupa das mulheres de Atenas.

 O nascimento de Sargão

Sargão, o poderoso rei de Agade, Eu sou.

Minha mãe foi uma substituída, meu pai eu não conheci.

O(s) irmão(s) de meu pai amavam as montanhas.

Minha cidade é Azupiranu, que está situada às margens do Eufrates.

Minha mãe substituída concebeu-me, secretamente ela me fez nascer.

Ela me colocou numa cesta de junco, com betume ela selou minha tampa.

Ela me jogou ao rio que não cobriu.

O rio me conduziu e me levou até Akki, o tirador de água.

Akki, o tirador de água, retirou-me como seu filho (e) criou-me.

Akki, o tirador de água, nomeou-me seu jardineiro.

Enquanto eu era jardineiro, Ishtar concedeu-me (seu) amor.

E por quatro e […] anos eu exerci a realeza.

o [povo] cabeça-negra eu comandei, eu gov[ernei];

Poderosas [mon]tanhas com enxós de bronze eu conquistei,

As cordilheiras mais altas eu escalei,

Os vales eu [atrav]essei,

As [terra]s do mar três vezes circundei.

Dilmun minha mão cap[turou]

[Ao] grande Der eu [subi], eu […]

[…] eu alterei e […].

Qualquer que seja o rei que possa vir depois de mim,

Deixe que ele comande , deixe que ele governe o povo cabeça-negra;

[Deixe que ele conquiste] poderosas [montanhas] com enxo[s de bronze],

[Deixe] que ele escale as cordilheiras mais altas

[Deixe que ele atravesse os vales mais profundos],

Deixe que ele circunde as [ter]ras do mar três vezes!

[Dilmun deixe que sua mão capture].

Deixe que ele suba [ao] grande Der e […]!

[…] da minha cidade, Aga[de…]

[…]…[…]

(Restante quebrado)

ANET, 119

 Nota: Sabemos historicamente que a bíblia foi reescrita na babilónia, na época em que Daniel estava cativo, todos os sábios hebreus estavam na Babilónia e os historiadores acreditam que muitas passagens que estão no Velho Testamento da bíblia foram pegas de tradições orais dos Babilónicos e que o restante das historias foram passadas e mantidas verbalmente de geração a geração. Fica aí uma duvida !!!

 A roupa das mulheres de Atenas.

Quando os Atenienses desembarcaram em Egina, os argianos vieream socorrer os eginetas; tendo permanecido na ilha, secretamente, desde Epidauro, atacaram subitamente os atenienses e cortaram-lhes sua retirada para os navios. Houve ao mesmo tempo trovões e um tremor de terra.

Argianos e eginetas concordam em dizer – e os próprios atenienses o reconhecem – que houve apenas um homem entre estes que conseguiu escapar. A única diferença é que os argianos afirmam que tal homem sobreviveu à derrota infligida por eles. De qualquer forma, enquanto que os atenienses colocam a divindade em pauta, na realidade, ninguem escapou, pois o único sobrevivente pereceu da seguinte maneira: assim que voltou a Atenas, anunciou o malogro. Ante tal confissão, as mulheres, cujos maridos tinham partido para Egina, indignadas pelo fato de um só ter sobrevivido, cercaram por todos os lados o infeliz e o agrediram com as fivelas de seus vestidos, cada uma perguntando onde estava seu marido! Isto foi seu fim, e para os atenienses o crime de tais mulheres pareceu mais terrível ainda que sua derrota. Não sabendo com que castigo puni-las mudaram a roupa que vestiam pela da Jônia. Antigamente, as atenienses usavam uma roupa dórica, semelhante à de Corinto, está foi substituída por uma túnica de linha, para impedir o uso de fivelas!

HERÓDOTO, Histórias, V, 86-87

ico_tatianeBy Tatiane Costa

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E-book: Alcorão completo em português.

Os ensinamentos islâmicos são baseados no que o Profeta Mohammad disse ou fez. Ele próprio ditou certos textos a seus escribas, o que chamamos de Alcorão; outros textos foram compilados por seus companheiros, na maioria das vezes por iniciativa própria; e a esses escritos chamamos de Tradição.

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São Paulo: de seita judaica a religião mundial

São Paulo: de seita judaica a religião mundial São Paulo veio da cidade grega de Tarso, no sudeste da Ásia Menor. Pertencia à Diáspora, ou Dispersão – aos milhões de judeus que viviam fora da Palestina. Os não-judeus, ou gentios, ao entrar em contato com os judeus da Diáspora impressionavam-se, com freqüência, com o monoteísmo, a ética e a vida familiar dos hebreus. Alguns gentios abraçavam o monoteísmo hebraico, mas se recusavam a aceitar as determinações da Lei sobre a circuncisão e as restrições alimentares. Entre esses gentios e judeus não palestinos, muito influenciados pelo meio greco-romano, os apóstolos de Jesus encontrariam ouvintes receptivos.

Depois de ter, a principio, perseguido os adeptos de Jesus, Saulo passou por uma transformação espiritual e converteu-se ao cristianismo. Servindo como zeloso missionário do cristianismo judaico na diáspora, São Paulo pregava a seus companheiros judeus nas sinagogas. Reconhecendo que a mensagem cristã dirigia-se também aos não judeus, Paulo insistiu na necessidade de difundi-la entre os gentios. No processo de sua atividade missionária – ele viajou exaustivamente por todo o Império Romano – formulou doutrinas que representaram um complemento fundamental com o judaísmo e se tornaram a essência de nova religião que através de Jesus, Deus se revelara a todas as pessoas, judeus e gentios; e que essa revolução suplantara a primeira revelação de deus ao povo judeu. Sozinho, o individuo era impotente, possuído pelo pecado, incapaz de superar sua natureza má. Jesus era a única esperança, dizia Paulo.

Para chegar aos gentios, São Paulo teve de separa o cristianismo do contexto socio-cultural judaico. Assim, sustentava que os seguidores de Jesus fossem eles gentios ou judeus, já não estavam sujeitos às centenas de rituais e regras que constituem a Lei mosaica. Com a vinda de Jesus, insistia Paulo, as regras mosaicas tornaram-se obsoletas e passaram a construir um obstáculo à atividade missionária entre os gentios. Para Paulo, a nova comunidade cristã era a verdadeira realização do judaísmo. Os hebreus consideravam sua fé como uma religião nacional, organicamente ligada à historia de seu povo. Paulo dizia que Jesus preenchia não apenas as aspirações messiânicas dos judeus, mas também as necessidades e expectativa espirituais de todos os povos. Para ele, a nova comunidade cristã não era uma nação, mas uma oikoumene, uma comunidade mundial. Nesse sentido, o cristianismo partilhava do universalismo da idade helenística. Ao pregar a doutrina de um salvador ressuscitado e insistir em que a legislação de Moises havia sido superada, Paulo, quaisquer que fossem suas intenções, estava rompendo com suas raízes de judeu e transformando uma seita judaica numa nova religião. Ao emancipar o cristianismo do judaísmo, tornou-o atraente aos não judeus, que se interessavam pelo monoteísmo ético dos hebreus, mas rejeitavam as rigorosas exigências da Lei de Moises. Paulo utilizou o personalismo e o universalismo implícitos nos ensinamentos de Jesus (e dos profetas hebraicos) para criar uma religião destinada não a um povo, com cultura, historia e terras próprias, mas a toda humanidade.

ico_tatianeby Tatiane

Veja também:
Introdução – “Primórdios do cristianismo uma religião mundial

Parte 1: “Jesus a transformação moral do individuo”

Parte 2: “São Paulo: de seita judaica a religião mundial

Parte 3: “Difusão e triunfo do cristianismo”

 

parte 4: “O cristianismo e Roma”

 

parte 5: “Cristianismo e a filosofia grega”

E-book: Tolkien – Todas as obras.

“Criei um Mundo Secundário que sua mente possa entrar. Dentro dele, tudo o que ele relatar é ‘verdade’, de acordo com as leis daquele mundo. Assim que acreditar, você estará nele, dentro dele.” Foi pensando neste Mundo Secundário, com novas normas, novos povos, uma realidade à parte que John Ronald Reuel Tolkien criou a Arda, o cenário de uma das maiores obras literárias de todos os tempos.Sobre o autor e suas obras

John Ronald Reuel Tolkien (Bloemfontein, 3 de Janeiro de 1892 — Bournemouth, 2 de Setembro de 1973) foi o criador do Hobbit e sua sequência O Senhor dos Anéis. Tolkien foi professor de língua anglo-saxã (e considerado um dos maiores especialistas do assunto) em Oxford de 1925 a 1945, e de inglês e Literatura na mesma universidade de 1945 a 1959. Tolkien era um católico fervoroso, e suas obras em parte refletem alguns sentimentos cristãos, embora nunca diretamente. Um bom exemplo é Galadriel, que poderia ser considerada Nossa Senhora.

Veja os Livros que estão no link para download:

J.R.R.Tolkien – Sobre Histórias de Fadas – pdf.zip

J. R. R. Tolkien Senhor dos Aneis I-A Sociedade do Anel.zip

J.R.R. Tolkien – Senhor dos Aneis III – O retorno do rei.zip

J.R.R. Tolkien – Senhor dos Aneis II- As duas torres.zip

J.R.R. Tolkien – Roverandom – pdf.zip

J.R.R. Tolkien – O Silmarillion – pdf.zip

J.R.R. Tolkien – Mestre Gil de Ham – pdf.zip

J.R.R. Tolkien – Contos Inacabados.zip

J.R.R. Tolkien – As Cartas de Tolkien – incompleto – pdf.zip

J.R.R. Tolkien – As aventuras de Tom Bombadil – pdf.zip

J. R. R. Tolkien – O Hobbit.zip

Linguagem – Tengwar – pdf.zip

Linguagem – Quenya – pdf.zip

Link para Download:
No link abaixo tem todos os livros relacionados acima, é só clickar no que deseja baixar…

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Jesus: a transformação moral do individuo.

Jesus: a transformação moral do individuo.

Jesus não deixou nada escrito, e nada se escreveu sobre ele enquanto viveu. Nas gerações que se seguiram à sua morte, os historiadores romanos e judeus pouca atenção lhe dedicaram. Conseqüentemente, quase tudo que sabermos a respeito de Jesus vem do Novo Testamento, que foi escrito por seus discípulos, décadas depois de sua morte, com o objetivo de transmitir uma verdade religiosa e propagar uma fé. Os historiadores modernos submeteram o Novo Testamento a um exame critico e rigoroso, que possibilitou alguma compreensão sobre Jesus e suas crenças. A maior parte se refere a ele, no entanto, ainda permanece obscura.

Por volta dos 30 anos, influenciado sem duvida por João Batista, Jesus começou a pregar o advento do reino divino e a necessidade do arrependimento – de que as pessoas passassem por uma transformação moral para que pudessem entrar no reino dos céus. Para Jesus, o advento do reino era iminente; o processo que levaria a seu estabelecimento na terra já havia começado. Logo surgiria uma nova ordem, na qual Deus governaria seu povo com justiça e misericórdia. Por isso, o presente tinha para ele importância critica – era o momento do preparo e da penitencia espiritual -, pois os pensamentos, objetivos e atos do homem determinariam sua entrada ou não nesse reino. As pessoas deviam modificar radicalmente suas vidas, dizia ele, eliminando os sentimentos baixos, lúbricos, hostis e egoístas; deviam abandonar a busca de riqueza e de poder, purificar seus corações e mostrar seu amor por Deus e por seus semelhantes.

Embora não pretendesse afastar seus semelhantes da religião ancestral, Jesus preocupava-se com o judaísmo de sua época. Os rabinos ensinavam a regra de outro do Evangelho, bem como o amor e a misericórdia de Deus para seus filhos, mas parecia-lhe que essas considerações éticas estavam senso solapado por uma exagerada preocupação rabínica com o ritual, as restrições e as sutilezas da Lei. Jesus achava que o centro do judaísmo se transferira dos valores proféticos para a obediência às normas e proibições que controlavam os menores detalhes da vida cotidiana. Para os lideres judeus, naturalmente, as normas detalhadas que regulavam o comer, o lavar-se, a observância do sábado, as relações familiares, etc…, eram mandamento de Deus, destinados a santificar todas as atividades humanas. Na opinião de Jesus, essa visão rígida da lei deformava o significado dos ensinamentos proféticos. As regras visavam apenas ao comportamento aparente do homem sem penetrar em sua essência interior, nem provocar uma transformação moral. Era o intimo do homem que interessava a Jesus, que buscava provocar uma modificação interior. Com o fervor de um profeta, ele insistia na transformação moral do caráter humano pelo encontro direto do individuo com Deus.

Os escribas e sacerdotes judeus, guardiões da fé, consideravam Jesus como uma ameaça as tradições antigas; um agitador que questionava o respeito pelo Sabá. Em resumo, os lideres judeus achavam que Jesus colocava sua autoridade pessoal acima da Lei mosaica – o que, a seus olhos, era uma imperdoável blasfêmia. Para os romanos que governavam a Palestina, Jesus era um agitador político que poderia inflamar as expectativas messiânicas hebraicas, transformando-as numa revolta contra Roma. Quando os lideres judaicos o entregaram às autoridades romanas, o procurador romano, Pôncio Pilatos, condenou-o à morte na cruz – método comum de execução dos culpados por alta traição.

Alguns hebreus, acreditando que Jesus era um profeta inspirado ou mesmo o messias há muito esperado, tornaram-se seus seguidores. A época de sua morte, o cristianismo não era uma religião à parte, mas uma pequena seita hebraica com poucas perspectivas de sobrevivência. O que consolidou o movimento cristão e lhe deu forca foi à convicção dos seguidores de Jesus de que ele se levantara do tumulo no terceiro dia após seu enterro. A doutrina de ressurreição possibilitou a crença em Jesus como um deus-salvador, que viera a terra mostra o caminho dos céus.

Nos anos imediatamente seguintes à crucificação, a religião de Jesus limitou-se quase apenas aos judeus, que poderiam ser chamados, adequadamente, de judeus – cristãos. A palavra cristão vem do nome dado a Jesus: Cristo (o Ungido do Senhor, o Messias). Antes que o cristianismo pudesse compreender as implicações universais dos ensinamentos de Jesus e tornar-se uma religião mundial, tinha de libertar-se do ritual, da política e da cultura judaicas. Esse feito coube a um judeu helenizado, de nomes Saulo conhecido pelo mundo como São Paulo.

ico_tatianeBy Tatiane Costa

Veja também:

Introdução – “Primórdios do cristianismo uma religião mundial

Parte 1: “Jesus a transformação moral do individuo”

Parte 2: “São Paulo: de seita judaica a religião mundial

Parte 3: “Difusão e triunfo do cristianismo”

 

parte 4: “O cristianismo e Roma”

 

parte 5: “Cristianismo e a filosofia grega”

Primórdios do cristianismo uma religião mundial

Primórdios do cristianismo uma religião mundial

À medida que a confiança na razão humana e a esperança de conseguir a felicidade neste mundo diminuíam nos últimos séculos do Império Romano, uma nova perspectiva começava a surgir. Evidente na filosofia e na popularidade das religiões orientais, esse ponto de vista ressaltava a fuga de um mundo opressivo e a comunhão com uma realidade superior. O cristianismo evoluiu e expandiu-se dentro do cenário de declínio do classicismo e de intensificação do sentimento de transcendentalidade. Como resposta ao helenismo decadente, o cristianismo oferecia ao mundo greco-romano, espiritualmente desiludido, uma razão de viver – a esperança da imortalidade pessoal. O triunfo do cristianismo marcou um rompimento com a antiguidade clássica e uma nova fase na evolução do Ocidente, pois havia uma diferença fundamental entre os conceitos helênico e cristão de Deus, do individuo e da finalidade da vida.

Origens do Cristianismo

No reinado de Tibério (14-37), sucessor de Augusto, um judeu palestino chamado Jesus foi executado pelas autoridades romanas. Poucas pessoas da época voltaram sua atenção para o que seria um dos acontecimentos mais importantes da historia do mundo. Na busca de Jesus histórico, os estudiosos ressaltaram a importância de sua condição de judeu e a fermentação religiosa predominante na Palestina, no século I a.C. Os ensinamentos éticos de Jesus, diz Andrew M. Greelet, sacerdote e estudioso da religião, devem ser vistos como:

Um prolongamento lógico das Escrituras hebraicas (…) produto de todo o ambiente religioso de que Jesus era parte. Jesus definiu-se como judeu, tinha plena consciência do caráter judaico de sua mensagem e teria considerado impossível conceber-se de outro modo que não fosse judeu (…) Os ensinamentos de Jesus devem, portanto, ser bem situados nos contexto religioso da época.

O judaísmo no século I a.C.

No século I a.C havia entre os hebreus palestinos quatro partidos sociorreligiosos, ou seitas, principais: saduceus, fariseus, essênios e zelotes. Formados pela pequena nobreza agrária e pelos sacerdotes hereditários que controlavam o tempo de Jerusalém, os conservadores saduceus insistiam na interpretação rigorosa da Lei de Moises e na perpetuação das cerimônias do templo. Desafiando os saduceus, os fariseus – que tinham o apoio da maior parte da nação judaica – adotavam uma atitude mais liberal para com a Lei de Moises: permitiam a discussão e as varias interpretações dos mandamentos e atribuíam autoridade tanto à tradição oral quanto às Escrituras. O terceiro grupo religioso, os essênios, estabeleceu uma comunidade semimonástica perto do Mar Morto. Os zelotes, por sua vez, sustentavam que os judeus não deveriam pagar tributos a Roma, nem reconhecer a autoridade do Império. Patriotas devotados, os zelotes envolveram-se em movimentos de resistência à dominação romana, que culminaram na grande revolta de 66-70 d.C.

O conceito de imortalidade pessoal é muito pouco mencionado nas Escrituras hebraicas. Diferente dos saduceus, os fariseus acreditavam na vida depois da morte. Um acréscimo tardio ao pensamento religioso hebraico, provavelmente adquirido da Pérsia, a idéia conquistara ampla aceitação no tempo de Jesus. Também os essênios acreditavam na ressurreição física do corpo, mas davam a essa doutrina um significado mais compulsivo, vinculado-a à chegada imediata do reino de Deus.

Além da vida depois da morte, outra idéia que encontrou ampla repercussão no século I a.C foi a crença no messias, um redentor escolhido por Deus para libertar Israel do domínio estrangeiro. Profetizava-se que na época do messias Israel seria livre, os exilados voltariam e os judeus seriam abençoados com a paz, unidade e prosperidade. Jesus (c. 4 a.C – c 29d.C) exerceu seu ministério dentro desse contexto de expectativas e anseios nacionais e religiosos dos hebreus. As esperanças de seus primeiros seguidores eram um amalgama do descontentamento da classe inferior com os saduceus aristocráticos; da ênfase farisaica no ideais proféticos e na vida além-túmulo; da preocupação esseniana com o fim do mundo e da crença na proximidade de Deus e na necessidade de arrependimento; e do anseio que o povo dominado tinha de um messias que libertasse sua terra da opressão romana e estabelecesse o reinado de Deus.

ico_tatianeby Tatiane Costa

Veja também:

Introdução – “Primórdios do cristianismo uma religião mundial

Parte 1: “Jesus a transformação moral do individuo”

Parte 2: “São Paulo: de seita judaica a religião mundial

Parte 3: “Difusão e triunfo do cristianismo”

 

parte 4: “O cristianismo e Roma”

 

parte 5: “Cristianismo e a filosofia grega”

Como comprar uma máquina digital.

Olho aberto na lente da câmera digital

Marca usada pelos fabricantes determina a qualidade das imagens; veja como escolher a máquina ideal.


Foi-se o tempo em que alguém precisava pedir ajuda para pôr um filme na máquina. A grande dúvida de quem deseja sair clicando por aí agora é: “Qual digital devo comprar?”. Esses aparelhos viraram febre no Brasil. De cada três câmeras vendidas no País, duas são digitais.

Muita gente ainda decide a compra de uma máquina com base na sua resolução – aquele número medido em megapixels. Mas essa característica já não é a principal. As máquinas atuais têm resolução mais do que suficiente para fazer impressões em tamanho normal e para ver as fotos no PC. Já o tipo da lente faz uma tremenda diferença, e muita gente não dá a devida atenção a isso.

A lente tem influência decisiva na qualidade da foto porque a luz passa por ali antes de formar a imagem que será registrada – qualquer imperfeição destruirá uma cena inesquecível para sempre. Por isso, quem vai adquirir um aparelho deve dar preferência a máquinas de marcas tradicionais no mercado da fotografia ou a modelos que utilizem lentes de fabricantes renomados, como Leica (Panasonic), Carl Zeiss (Sony) e Schneider-Kreuznach (Kodak) .

Outro item que se tornou obrigatório é o estabilizador de imagem. Ele evita que as fotos saiam tremidas em determinadas situações. Isso pode acontecer quando se fotografa com o zoom máximo (para aproximar um detalhe da paisagem) ou com pouca luz e sem flash (num museu, por exemplo).

Por falar em zoom, ele também deve entrar na sua lista de prioridades. Desconsidere o chamado zoom digital, artificialmente gerado pela câmera e que distorce as imagens. Concentre-se apenas no zoom óptico, aquele que é conseguido pelas lentes.

Depois, procure saber o valor da distância focal equivalente à de uma câmera analógica. A distância focal de 35 mm equivale à do olho humano e é padrão nas câmeras. Distâncias menores, como 28 mm, são chamadas de “grande angular”: permitem tirar fotos bem próximas do objeto captando grande parte da imagem com uma leve distorção. Distâncias maiores, como 108 mm, chamadas de “teleobjetiva”, funcionam como um binóculo, aproximando objetos distantes.

Se o seu orçamento permitir, compre a câmera que cubra o maior intervalo entre as distâncias focais.

E os megapixels, não devem ser levados em conta? Em termos. Em linguagem simples, a resolução da câmera determina o tamanho máximo com que uma imagem pode ser ampliada em papel sem perder a qualidade.

Com 3 megapixels você já consegue fazer cópias no formato de 10 por 15 centímetros, o mais comum no mercado. Já 4 megapixels permitem ampliações de 13 por 18 centímetros.

Investir em valores maiores só vale a pena se você pretende imprimir pôsteres. Uma resolução mais alta também torna-se útil quando você quiser recortar um pedaço da imagem e imprimir sem que haja perda de qualidade. Segundo a consultoria IDC, os modelos mais vendidos no País no primeiro semestre foram os de 4 e 5 megapixels.

Analisados todos os quesitos acima, o próximo passo é saber qual tipo de câmera cabe no seu bolso. As campeãs de vendas são as compactas, mais acessíveis e com menos recursos. Existem ainda os modelos ultracompactos, os amadores avançados e os semiprofissionais, bem mais caros e hi-tech.

Seu orçamento também deve incluir pelo menos um cartão de memória adicional de grande capacidade (veja abaixo), indispensável para armazenar as imagens. Normalmente as câmeras saem de fábrica com um cartão pequeno demais.

Cartão de memória, o complemento essencial

Você chega em casa feliz da vida, com uma câmera digital novinha em folha nas mãos. Tira tudo da embalagem, coloca a bateria no aparelho e prepara-se para os seus primeiros cliques. Logo vem a decepção. Batidas três ou quatro fotos, vai-se embora todo o espaço de armazenamento do aparelho. Calma. De nada adianta ficar nervoso, gritar um monte de palavrões e jogar a máquina no lixo. Você só precisa comprar um cartão de memória.

Os dispositivos servem para armazenar uma grande quantidade de fotos sem você ter de descarregar as imagens em um computador toda hora. No Brasil, dá para encontrar modelos com capacidades que variam de modestos 64 megabytes (MB) até assustadores 8 gigabytes (GB). Na hora de calcular quanto você vai gastar na compra de uma máquina digital, não deixe de incluir na conta o preço de pelo menos um cartão de memória de 256 MB – que varia de R$ 80 a R$ 150.

Cada fabricante usa um modelo específico, como Compact Flash, Secure Digital, Memory Stick, entre outros. Se você tiver uma impressora, um tocador de DVD ou um PC com leitor de cartão embutido, verifique se o tipo aceito é o mesmo da câmera. Com esse cuidado, você garante que tudo fique perfeitamente compatível e, assim, funcione de maneira integrada. Você poderá, por exemplo, imprimir imagens apenas plugando o cartão na impressora, sem precisar passar tudo pelo micro.

Na hora de decidir qual capacidade é mais indicada para as suas necessidades, analise a resolução da câmera. Quanto maior o número de megapixels, maior será o espaço ocupado pela imagem. Conseqüentemente, maior terá de ser o cartão de memória. Se possível, tenha sempre um ou dois sobressalentes: numa viagem, você pode ficar dias sem ter onde descarregar fotos.

Facilidade de uso faz toda a diferença

Experimentar uma máquina digital antes de usá-la pode representar a diferença entre o inferno e o paraíso. Os aparelhos carregam um software responsável por gerenciar todas as suas funções, que vão desde a simples exibição das fotos já tiradas até a capacidade de mudar a sensibilidade (ISO), desligar o flash automático ou corrigir uma imagem que tenha ficado muito escura. Muitas dessas tarefas são feitas por meio de menus acionados com o clique dos botões na parte traseira da câmera.

Se o programa responsável por tudo isso for complicado demais, a experiência de usar um equipamento digital pode virar um tormento. Os fabricantes, por outro lado, têm se esforçado cada vez mais para tornar as interfaces superamigáveis e intuitivas. Fica então o conselho. Siga até a loja e peça para manipular a máquina. Vai valer a pena.

Aparelhos despertam ‘cineasta adormecido’

Tirar foto? Que nada! Grande parte das câmeras digitais à venda atualmente extrapola suas “habilidades naturais” e permite gravar vídeos de curta duração – uma ferramenta e tanto para despertar o cineasta que existe em você. Para poder usar uma máquina como filmadora de uma maneira minimamente satisfatória, no entanto, você precisa conhecer a maneira como o equipamento registra as cenas.

A dica é examinar com lupa as especificações técnicas do aparelho, que você pode obter no site do fabricante, na descrição do produto nas lojas virtuais ou perguntando diretamente para um vendedor.

Depois de se certificar que o modelo realmente grava vídeos, confirme também se consegue registrar os sons do ambiente. Pode parecer incrível, mas ainda existem máquinas que não contam com microfone – compre uma delas só se você for nostálgico o suficiente para estrear como diretor de cinema mudo.

Verifique também a taxa de quadros gravados por segundo, medida em “fps” – sigla abreviada do inglês “frames per second”. Para que o vídeo não fique com aquela impressão de estar em câmera lenta, não aceite menos do que 30 quadros por segundo. Isso porque o olho humano percebe a transição de uma imagem para outra em taxas como 10 ou 15 fps. E os filmes nada mais são do que uma colagem de fotos em seqüência, mostradas muito rapidamente.

Para garantir uma exibição de boa qualidade em uma TV de tubo comum, escolha uma câmera capaz de fazer gravações no tamanho de 640 por 480 pixels. Televisores de plasma ou de cristal líquido (LCD) exigem formatos maiores para que a experiência não se torne sofrível, o que está ao alcance de pouquíssimas máquinas digitais atualmente. Se quiser jogar os filmes no YouTube ou montar um videoblog, pode optar por máquinas que registrem cenas com 320 por 240 pixels.

Saiba também que alguns equipamentos fazem gravações de vídeo contínuas, até acabar o espaço livre no cartão de memória. Outros, porém, só operam durante um determinado número de segundos – por esse motivo, só servem para fazer clipes bem curtos, que você terá de juntar com o auxílio de um programa de edição.

Para enquadrar bem as cenas, vale a pena ter uma câmera com visor de cristal líquido de no mínimo 2,5 polegadas. Se ele for do tipo móvel, melhor ainda. As melhores câmeras para vídeo costumam ser as ultracompactas e amadoras avançadas. As semiprofissionais não fazem gravações.

 

renatos  By Renato Costa


 

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