Como comprar uma máquina digital.

Olho aberto na lente da câmera digital

Marca usada pelos fabricantes determina a qualidade das imagens; veja como escolher a máquina ideal.


Foi-se o tempo em que alguém precisava pedir ajuda para pôr um filme na máquina. A grande dúvida de quem deseja sair clicando por aí agora é: “Qual digital devo comprar?”. Esses aparelhos viraram febre no Brasil. De cada três câmeras vendidas no País, duas são digitais.

Muita gente ainda decide a compra de uma máquina com base na sua resolução – aquele número medido em megapixels. Mas essa característica já não é a principal. As máquinas atuais têm resolução mais do que suficiente para fazer impressões em tamanho normal e para ver as fotos no PC. Já o tipo da lente faz uma tremenda diferença, e muita gente não dá a devida atenção a isso.

A lente tem influência decisiva na qualidade da foto porque a luz passa por ali antes de formar a imagem que será registrada – qualquer imperfeição destruirá uma cena inesquecível para sempre. Por isso, quem vai adquirir um aparelho deve dar preferência a máquinas de marcas tradicionais no mercado da fotografia ou a modelos que utilizem lentes de fabricantes renomados, como Leica (Panasonic), Carl Zeiss (Sony) e Schneider-Kreuznach (Kodak) .

Outro item que se tornou obrigatório é o estabilizador de imagem. Ele evita que as fotos saiam tremidas em determinadas situações. Isso pode acontecer quando se fotografa com o zoom máximo (para aproximar um detalhe da paisagem) ou com pouca luz e sem flash (num museu, por exemplo).

Por falar em zoom, ele também deve entrar na sua lista de prioridades. Desconsidere o chamado zoom digital, artificialmente gerado pela câmera e que distorce as imagens. Concentre-se apenas no zoom óptico, aquele que é conseguido pelas lentes.

Depois, procure saber o valor da distância focal equivalente à de uma câmera analógica. A distância focal de 35 mm equivale à do olho humano e é padrão nas câmeras. Distâncias menores, como 28 mm, são chamadas de “grande angular”: permitem tirar fotos bem próximas do objeto captando grande parte da imagem com uma leve distorção. Distâncias maiores, como 108 mm, chamadas de “teleobjetiva”, funcionam como um binóculo, aproximando objetos distantes.

Se o seu orçamento permitir, compre a câmera que cubra o maior intervalo entre as distâncias focais.

E os megapixels, não devem ser levados em conta? Em termos. Em linguagem simples, a resolução da câmera determina o tamanho máximo com que uma imagem pode ser ampliada em papel sem perder a qualidade.

Com 3 megapixels você já consegue fazer cópias no formato de 10 por 15 centímetros, o mais comum no mercado. Já 4 megapixels permitem ampliações de 13 por 18 centímetros.

Investir em valores maiores só vale a pena se você pretende imprimir pôsteres. Uma resolução mais alta também torna-se útil quando você quiser recortar um pedaço da imagem e imprimir sem que haja perda de qualidade. Segundo a consultoria IDC, os modelos mais vendidos no País no primeiro semestre foram os de 4 e 5 megapixels.

Analisados todos os quesitos acima, o próximo passo é saber qual tipo de câmera cabe no seu bolso. As campeãs de vendas são as compactas, mais acessíveis e com menos recursos. Existem ainda os modelos ultracompactos, os amadores avançados e os semiprofissionais, bem mais caros e hi-tech.

Seu orçamento também deve incluir pelo menos um cartão de memória adicional de grande capacidade (veja abaixo), indispensável para armazenar as imagens. Normalmente as câmeras saem de fábrica com um cartão pequeno demais.

Cartão de memória, o complemento essencial

Você chega em casa feliz da vida, com uma câmera digital novinha em folha nas mãos. Tira tudo da embalagem, coloca a bateria no aparelho e prepara-se para os seus primeiros cliques. Logo vem a decepção. Batidas três ou quatro fotos, vai-se embora todo o espaço de armazenamento do aparelho. Calma. De nada adianta ficar nervoso, gritar um monte de palavrões e jogar a máquina no lixo. Você só precisa comprar um cartão de memória.

Os dispositivos servem para armazenar uma grande quantidade de fotos sem você ter de descarregar as imagens em um computador toda hora. No Brasil, dá para encontrar modelos com capacidades que variam de modestos 64 megabytes (MB) até assustadores 8 gigabytes (GB). Na hora de calcular quanto você vai gastar na compra de uma máquina digital, não deixe de incluir na conta o preço de pelo menos um cartão de memória de 256 MB – que varia de R$ 80 a R$ 150.

Cada fabricante usa um modelo específico, como Compact Flash, Secure Digital, Memory Stick, entre outros. Se você tiver uma impressora, um tocador de DVD ou um PC com leitor de cartão embutido, verifique se o tipo aceito é o mesmo da câmera. Com esse cuidado, você garante que tudo fique perfeitamente compatível e, assim, funcione de maneira integrada. Você poderá, por exemplo, imprimir imagens apenas plugando o cartão na impressora, sem precisar passar tudo pelo micro.

Na hora de decidir qual capacidade é mais indicada para as suas necessidades, analise a resolução da câmera. Quanto maior o número de megapixels, maior será o espaço ocupado pela imagem. Conseqüentemente, maior terá de ser o cartão de memória. Se possível, tenha sempre um ou dois sobressalentes: numa viagem, você pode ficar dias sem ter onde descarregar fotos.

Facilidade de uso faz toda a diferença

Experimentar uma máquina digital antes de usá-la pode representar a diferença entre o inferno e o paraíso. Os aparelhos carregam um software responsável por gerenciar todas as suas funções, que vão desde a simples exibição das fotos já tiradas até a capacidade de mudar a sensibilidade (ISO), desligar o flash automático ou corrigir uma imagem que tenha ficado muito escura. Muitas dessas tarefas são feitas por meio de menus acionados com o clique dos botões na parte traseira da câmera.

Se o programa responsável por tudo isso for complicado demais, a experiência de usar um equipamento digital pode virar um tormento. Os fabricantes, por outro lado, têm se esforçado cada vez mais para tornar as interfaces superamigáveis e intuitivas. Fica então o conselho. Siga até a loja e peça para manipular a máquina. Vai valer a pena.

Aparelhos despertam ‘cineasta adormecido’

Tirar foto? Que nada! Grande parte das câmeras digitais à venda atualmente extrapola suas “habilidades naturais” e permite gravar vídeos de curta duração – uma ferramenta e tanto para despertar o cineasta que existe em você. Para poder usar uma máquina como filmadora de uma maneira minimamente satisfatória, no entanto, você precisa conhecer a maneira como o equipamento registra as cenas.

A dica é examinar com lupa as especificações técnicas do aparelho, que você pode obter no site do fabricante, na descrição do produto nas lojas virtuais ou perguntando diretamente para um vendedor.

Depois de se certificar que o modelo realmente grava vídeos, confirme também se consegue registrar os sons do ambiente. Pode parecer incrível, mas ainda existem máquinas que não contam com microfone – compre uma delas só se você for nostálgico o suficiente para estrear como diretor de cinema mudo.

Verifique também a taxa de quadros gravados por segundo, medida em “fps” – sigla abreviada do inglês “frames per second”. Para que o vídeo não fique com aquela impressão de estar em câmera lenta, não aceite menos do que 30 quadros por segundo. Isso porque o olho humano percebe a transição de uma imagem para outra em taxas como 10 ou 15 fps. E os filmes nada mais são do que uma colagem de fotos em seqüência, mostradas muito rapidamente.

Para garantir uma exibição de boa qualidade em uma TV de tubo comum, escolha uma câmera capaz de fazer gravações no tamanho de 640 por 480 pixels. Televisores de plasma ou de cristal líquido (LCD) exigem formatos maiores para que a experiência não se torne sofrível, o que está ao alcance de pouquíssimas máquinas digitais atualmente. Se quiser jogar os filmes no YouTube ou montar um videoblog, pode optar por máquinas que registrem cenas com 320 por 240 pixels.

Saiba também que alguns equipamentos fazem gravações de vídeo contínuas, até acabar o espaço livre no cartão de memória. Outros, porém, só operam durante um determinado número de segundos – por esse motivo, só servem para fazer clipes bem curtos, que você terá de juntar com o auxílio de um programa de edição.

Para enquadrar bem as cenas, vale a pena ter uma câmera com visor de cristal líquido de no mínimo 2,5 polegadas. Se ele for do tipo móvel, melhor ainda. As melhores câmeras para vídeo costumam ser as ultracompactas e amadoras avançadas. As semiprofissionais não fazem gravações.

 

renatos  By Renato Costa


 

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Publicado em Dicas. 4 Comments »

4 Respostas to “Como comprar uma máquina digital.”

  1. Marcone Says:

    Gostei muito das dicas, realmente a maior preocupação dos usuários inesperientes é quanto à resolução em megapixels, valeu mesmo!!!

  2. barbara soares de barros Says:

    vixeee q

  3. Tarciso Says:

    Vc poderia mandar seu tuto de compras na china, muito interessante!!!

  4. marcelo Says:

    gostaria de obter a informação e endereços de fabricantes de maquinas de impressão digital para chinelos obrigado….


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