Fotografia digital: Velocidade de car…

 

Fotografia digital: Velocidade de cartões de memória


Julio Preuss – 31/01/2007 – 11:01

Se você é dono de uma câmera digital compacta, ou mesmo de uma reflex amadora, já deve ter passado pela desagradável experiência de bater uma foto e tentar, sem sucesso, capturar uma outra imagem logo em seguida. Ou então, depois de registrar toda uma seqüência de fotos do filhão driblando os zagueiros adversários, a câmera engasgar justo na hora do gol e da comemoração.

Muitas vezes, este tipo de frustração é culpa da velocidade da câmera. Não a do obturador, que nos modelos com funções manuais é ajustada junto com a abertura, mas do modo de disparo contínuo. Quase toda digital moderna tem uma função, representada por três retângulos sobrepostos, para capturar várias fotos em seqüência quando mantemos o disparador pressionado. Algumas têm até mais de uma velocidade, sendo a mais alta geralmente identificada pela letra H (de high speed).

O problema é que, às vezes, mesmo com uma boa câmera devidamente configurada para o disparo rápido e o fotógrafo fazendo tudo direitinho (não tirando o dedo do “gatilho” entre uma foto e outra, por exemplo), o resultado deixa a desejar. Se a câmera demora muito entre uma foto e outra, pode ser hora de trocar por um modelo mais avançado. Já se a demora fica insuportável apenas depois de um determinado número de fotos, o culpado pode ser o cartão de memória .

Muita gente nunca se dá conta, mas cartões de memória de um mesmo padrão e capacidade podem ser muito diferentes entre si. Claro, existem as marcas mais baratas e as que cobram mais caro por uma suposta qualidade superior. Só que, mesmo no catálogo de um único fabricante, é possível encontrar duas, às vezes três versões diferentes de uma mesma capacidade de cartão. O que muda? A velocidade!

Quanto vale um X

O conceito é mais comum nos drives de CD-ROM e DVD, que freqüentemente trazem a velocidade estampada no painel frontal. Nos gravadores, ela é especificada em três valores diferentes, para leitura, gravação e regravação. Sim, estamos falando daqueles números seguidos pela letra “X”. Hoje em dia, unidades 40X e superiores são tão comuns que isso deixou de ser um fator determinante na hora da compra. Mas, no passado, um CD-ROM 12X dava um banho nos simplórios 4X.

A esta altura, já deve ter gente se perguntando o que isso tem a ver com os cartões de memória. Simples: o “X” usado em ambos os produtos representa a mesma coisa: a taxa de transferência de dados de um CD de áudio , igual a 150 kbps (kilobits por segundo). Um drive 40X, portanto, lê CD-ROMs a 6.000 kbps, ou aproximadamente 6 Mbps (megabits por segundo).

No mundo dos cartões de memória, a corrida começou na casa dos 4X, primeira velocidade a ser especificada em modelos supostamente mais rápidos que os demais, mas foram os 8X que se consagraram entre os fotógrafos exigentes daquele tempo, quando muitos fabricantes ainda nem divulgavam a velocidade dos cartões. Modelos 12X não tardaram a aparecer, mas eram caríssimos, coisa de profissional mesmo.

Hoje, este posto foi ocupado pelos 133X e 150X, com modelos de 40X e 80X preenchendo os patamares intermediários. Como a diferença de preço entre a versão mais rápida e a comum pode chegar a 100%, entender os benefícios de tantos “X” a mais passa a ser especialmente importante na hora de comprar “filme digital” para a sua câmera. Vale a pena pagar mais pela velocidade?

Quando faz diferença

Existem três momentos em que a velocidade do cartão pode fazer diferença. Nas câmeras mais simples, a demora entre uma foto e outra pode ser atribuída a um cartão lento, embora isto seja cada vez menos comum. Tudo porque os modelos mais avançados de anos atrás e até os populares de hoje em dia contam com o chamado “buffer”, uma memória interna, de alta velocidade, que guarda as fotos enquanto não são transferidas para o cartão. Se a câmera não tem buffer, o tempo entre uma foto e outra pode ser reduzido por um cartão mais rápido.

Já nos modelos com buffer – a maioria, atualmente – a velocidade do cartão é sentida na hora em que a câmera precisa transferir os dados da memória intermediária para ele. Em outras palavras: se você consegue tirar várias fotos em uma seqüência rápida, mas depois a câmera “engasga” por um longo tempo, um cartão mais rápido poderia ajudar. Algumas câmera continuam tirando fotos, em ritmo mais lento, enquanto transfere, os dados para o cartão. Outras, congelam totalmente até o buffer estar vazio.

O terceiro momento, geralmente desprezado por quem não fotografa muito, é a transferência das fotos para o computador. Se você dá conta deste processo conectando a própria máquina ao micro, já começou mal. Muito mais eficiente é sacar o cartão e espetá-lo num leitor dedicado, que hoje pode ser comprado em qualquer lojinha por menos de R$ 100. Bem mais rápidos que as câmeras, em especial as que ainda se limitam à conexão USB 1.1 (muuuuito mais lenta que a USB 2.0), os leitores externos quase sempre têm a velocidade limitada apenas pela do cartão de memória.

O que isso representa em termos práticos? Tratemos de fazer algumas contas para descobrir. Se você encher um cartão de 1 GB (um milhão de kilobytes, ou oito milhões de kilobits) e copiar seu conteúdo para o computador a 40 x 150 kbps (considerando um cartão de 40X, lento para os padrões atuais), levará, em tese, 8 milhões dividido por 6 mil segundos. Pouco mais de 20 minutos. Já com um cartão “topo de linha”, de 150X (22.500 kbps), a espera cairia para menos de 6 minutos!

Memorystick e xD são casos à parte

Toda esta história de X para cá e X para lá se aplica tanto aos grandalhões Compact Flash (CF) quanto aos atuais líderes de mercado, os cartões Secure Digital (SD). Já se a sua câmera é uma Sony, Olympus ou Fuji, que usam cartões Memorystick (a primeira) e xD Picture Card (as duas últimas), o panorama é um tanto diferente. Não que estes cartões não tenham opções de velocidade, mas por se tratarem de formatos total ou praticamente proprietários, a questão é abordada de modo diferente.

Nos MemoryStick, por exemplo, o grande salto de velocidade veio na mudança do padrão tradicional para o “Pro”, que elevou as taxas de transferência máximas de 14.400 kbps (96X) na leitura e 19.600 kbps (130X), na escrita, para até 160.000 kbps (mais de mil “X”), com um mínimo de 15.000 kbps de escrita. Há também as versões “high speed”, com requisitos mínimos ainda mais altos.

Quando o assunto é xD, os modelos de maior velocidade são identificados pela letra H junto à especificação da capacidade. Neles, as taxas de transferência devem ser de, no mínimo, 72.000 kbps (480X) na escrita e 120.000 kbps (800X), na leitura, contra 24.000 (160X) e 40.000 kbps (266X), respectivamente, nos cartões “comuns” com capacidade a partir de 64 MB (os menores podiam ser ainda mais lentos).

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Mantenha seu filho seguro em salas de chat na Web

Mantenha seu filho seguro em salas de chat na Web

Fonte: Terra

As crianças, especialmente os adolescentes, adoram usar as salas de bate-papo (chat). Elas podem ser lugares excelentes para conhecer outras crianças de todo o país e do mundo inteiro. No entanto, as salas também podem ser locais perigosos. Seus filhos precisam saber que as pessoas nos chats são desconhecidas e podem nem sempre ser honestos ou compartilhar suas identidades verdadeiras. As crianças também podem ser alvejadas nos chats por bullies (intimidadores) e tornarem-se vítimas de discursos de ódio. Outra preocupação séria é que as crianças podem revelar inocentemente informações particulares sobre a família e os amigos que poderiam levar a fraudes ou outros crimes.

Quais são os riscos?
O anonimato da Internet pode tornar a rede perigosa para crianças, principalmente se elas não são supervisionadas. Sozinha, ela pode ser seduzida por um estranho simpático que deseja desenvolver uma amizade. Alguém pode estabalecer um papo com a criança fingindo ser outro menor que tenha os mesmos interesses. O estranho poderia ser realmente um pedófilo atraindo a criança para um encontro que pode terminar em assédio sexual.

O compartilhamento, mesmo de pequenas informações pessoais que parecem inofensivas, pode causar resultados devastadores. O fraudador poderia localizar a criança, por exemplo, apenas com base em seu primeiro nome, gênero e time da escola.

Muitos jogos de Internet permitem chats de voz e texto entre as sessões. As crianças devem tomar as mesmas precauções ao usar chats de jogos e devem ter cuidado com novos “amigos” excessivamente interessados que as pressionam para obter seu número de celular, seu endereço ou um encontro pessoal.

As crianças também devem proteger a privacidade de seus amigos e de outros membros da família, e devem cortar as conversas com pessoas que buscam informações. Felizmente, você pode implementar proteções responsáveis para ajudar a garantir que seus filhos tenham experiências seguras, educacionais e divertidas na Internet.

Veja dicas para proteger seus filhos na internet…

Artigo publicado por:

Douglas Carvalho
douglasbm20@hotmail.com

Microsoft já trabalha em Service Pack para Vista

Microsoft já trabalha em Service Pack para Vista

A Microsoft, mesmo sem ter lançado o sistema Windows Vista oficialmente para o consumidor final, fato marcado para o dia 30 de janeiro de 2007, já está aceitando sugestões de recursos a serem incluídos no primeiro Service Pack do novo sistema operacional.

Um porta-voz da Microsoft diz que a empresa conta com o retorno dos beta testers do Technology Adoption Program (TAP), que permite a determinados parceiros testar softwares antes de seus lançamentos. Com estes dados, a companhia deve planejar e iniciar os trabalhos no primeiro Service Pack, um pacote de atualizações que normalmente traz novos recursos e correções de falhas de segurança.

O pacote ainda não tem data de lançamento previsto e a Microsoft não menciona planos de atualizações em seu roadmap de Service Packs (documentação que lista recursos planejados), mas a empresa continuará seu processo de atualização crítica paralelamente, resolvendo brechas de segurança do Vista através do Windows Update.

Mesmo sem divulgar a data, a MS disse que o tempo deve ser semelhante ao levado para o lançamento do primeiro SP para Windows XP, 11 meses.

Enquanto isso, a Microsoft ainda planeja um terceiro, e último, pacote de atualizações para o XP. O Windows XP Service Pack 3 deve ser lançado até o primeiro semestre de 2008.

Fonte: Geek

Milicias Rio

Milícias no Rio de Janeiro

As autoridades em segurança pública no Rio de Janeiro há muito perderam parcialmente o controle da situação. Como é de conhecimento de muitas comunidades cariocas e fluminenses – exceto em áreas da Zona Sul e parte da Zona Oeste, onde moram muitos políticos, empresários e banqueiros –, em pelo menos 20% da cidade do Rio de Janeiro e da região metropolitana o Estado não entra mais. Com isso, serviços essenciais (como luz e gás) e não tão essenciais assim, como TV a cabo – ou a “GatoNet”, em referência à maior empresa de TV a cabo do país –, são feitos de forma clandestina, muitas vezes com taxas fixas cobradas pelos traficantes e, mais recentemente, pelas milícias formadas por policiais, ex-policiais e bombeiros. Portanto, como se vê, esta não é uma novidade.

Destacam-se também os ataques simultâneos realizados pelo tráfico. Novamente, deixando de lado a visão estreita da mídia empresarial, estes ataques sempre aconteceram, de forma simultânea, por três diferentes grupos.

A saber:

(i) Policiais em serviço, que entram atirando em comunidades cujo nível de renda é baixo e a maior parte das pessoas é negra. Nestas empreitadas, o número de morte de civis inocentes também é alto, como denunciam diversos relatórios de organizações como as respectivas associações de moradores, o Centro de Justiça Global e a Anistia Internacional, entre outros. Em tempo, se as vítimas, civis ou militares, não fossem inocentes, lembremos que têm direito a um julgamento justo, na forma da lei. A pena de morte não é legalizada, destaca-se, mas muito comum e apoiada por setores militaristas e parte das decadentes classes média, alta e até mesmo baixa.

(ii) Policiais, ex-policiais e bombeiros fora de serviço, que à margem do Estado decidiram fazer “justiça” com as próprias mãos. Conhecidas como milícias, a última informação dá conta de que teriam dominado 80 comunidades ( O Dia online , 29/12/2006). Trata-se da banda podre do serviço de segurança pública, com sustentação na iniciativa privada (por meio da segurança particular a empresas em áreas consideradas de risco), que igualmente são uma ameaça ao bem estar da população. É o que podemos chamar de marginais criminais, ou seja, pessoas atuando à margem da lei na área criminal.

Para se ter uma pequena idéia sobre a importância e o terror das milícias, veja o trecho do jornal O Dia sobre a situação na Cidade de Deus: “No bairro de Jacarepaguá, as bocas-de-fumo ainda resistem apenas na Cidade de Deus. Ainda assim, nos últimos meses, os boatos de uma possível invasão da milícia — que utilizaria 150 homens com fuzis e granadas — ganhou força e, com medo, todos os líderes do tráfico passaram a dormir fora da favela. Os principais deles são os irmãos Paulinho e Julinho da 15, abrigados no Complexo do Alemão, e o tio deles, Jorge Ferreira, o Gim, que vive em um dos apartamentos da localidade conhecida como Moc, no Morro da Mangueira.” ( O Dia online , 29/12/2006)

(iii) Finalmente, traficantes em disputa por território de influência, seja com a polícia, seja com outros traficantes. Uma política de segurança pública que não privilegia a inteligência, como é o caso de todas que até hoje já existiram no Estado, não pode fornecer muitos dados sobre os traficantes, até porque estes atuam sem o respaldo da lei. As informações disponíveis, como a do dia 26 de dezembro que dava conta dos ataques do dia 28, são insuficientes para atacar a raiz do problema, já que se sabe que os lucros com o narcotráfico são de uma ordem de grandeza tal que não poderiam sobreviver sem o respaldo do sistema financeiro internacional.

Direitos e deveres à margem da lei

Construo a idéia de marginais criminais porque estes atuam em regiões onde a concentração de marginais sociais é grande, ou seja, pessoas à margem da lei na área social. Nestas áreas, o Estado não proporciona educação básica e fundamental suficiente e de qualidade, a política em saúde é precária, os leitos são poucos e os profissionais em saúde não possuem condições dignas de trabalho, o saneamento básico é vergonhoso (o que limita uma política em saúde eficiente) e as condições de moradia são desumanas.

A propósito da “falência do Estado” na área de segurança pública em grandes cidades, com a qual estamos todos de pleno acordo, é preciso destacar uma outra obviedade. O despreparo da sociedade como um todo em enfrentar este problema apenas reforça a idéia de que o Estado falido precisa ser reerguido. Precisa ser fortalecido. O sistema de valores baseado nas regras do mercado – o Grande Misericordioso, segundo os colunistas da grande imprensa – falha e sempre falhará em regiões em que o nível de poder aquisitivo for baixo.

Destaca-se, por exemplo, que um dos personagens mais importantes desta História é certamente o bom policial – honesto, verdadeiramente preocupado com a transformação da sociedade, consciente dos problemas da comunidade. Com salários irrisórios, péssimas condições de trabalho, falta de planejamento e de inteligência na articulação das buscas e o risco de morte cada vez mais iminente, que perspectiva este profissional pode ter?

O Rio desconhecido

Por outro lado, as soluções messiânicas inúteis, por cruel ironia, vêm dos mesmos grupos que consideram o Governo Federal assistencialista ao conceder a Bolsa Família, que beneficia exatamente estes grotões e é um programa que nunca será plenamente justo, contudo consegue atingir metas de saúde e metas educacionais com seus beneficiados na ordem de 90% – os outros 10% são os casos que a mídia empresarial, cujos interesses atendem ao Grande Misericordioso, mostra na TV e no rádio.

O Estado republicano, que dá conta de interesses coletivos e não apenas da pequena fatia de brancos acomodados, no asfalto, entre o Centro e a Barra da Tijuca, chega onde as novelas da Rede Globo não chegam. É o Rio de Janeiro que os outros Estados não conhecem e nunca vão conhecer, a não ser pessoalmente.

As soluções, portanto, não são messiânicas e mesmo as aparentes saídas de “gerações de empregos” escondem armadilhas. O tão comemorado Complexo Petroquímico Rio de Janeiro, por exemplo, é sem dúvida um avanço para a Petrobrás – empresa de administração pública e grande parte dos lucros privados – e deve gerar 212 mil empregos diretos e indiretos até 2011, quando o complexo começa a funcionar. Esta é a boa notícia.

A outra é que o empreendimento empregará menos de 50 mil pessoas durante sua operação. Eis o sutil e mais cruel detalhe, que poucas pessoas ousaram colocar em questão, entre elas o diretor de Inclusão Social do BNDES, Elvio Gaspar: são 212 mil empregos gerados para a construção (grande parte de mão-de-obra não qualificada) e apenas 50 mil efetivados (em números brutos). Qual o resultado desta conta? “Infelizmente, boa parte deles se instalará ao redor do empreendimento, favelizados, aumentando a demanda por serviços públicos como água, saúde e educação, que não estão disponíveis sequer para a população atual”, afirma Gaspar, em artigo no jornal O Globo da última quinta (28).

Sobre o “nível insuportável”

Estas questões estão em conexão com a própria complexidade do Brasil, em que trabalhadores das principais empresas localizadas nos centros urbanos têm seus direitos plenamente respeitados, com declínio de direitos à medida que o centro empresarial se afasta e culminando nos grotões de um país do século XIX, em que o trabalho escravo ainda pode ser encontrado.

O caos na segurança pública, igualmente, é uma construção histórica que atingiu em algum momento um “nível insuportável”, tal como vocifera a mídia empresarial. Em que momento isso aconteceu?

Aconteceu não. Acontece. E aqui, depois de um longo raciocínio, estamos no ponto-chave do problema, onde reside a “novidade”: entre os diversos locais que sofreram ataques de traficantes, milícias ou policiais em serviço, um era em Botafogo. Talvez seja útil falar um pouco sobre este bairro, para os que aqui não residem ou não tenham prestado a devida atenção ao assunto.

Botafogo é um bairro absolutamente central para a elite carioca. Depois do Centro da cidade, é o principal centro empresarial, onde se localizam os escritórios centrais de algumas das multinacionais estabelecidas no Estado. Fica entre o Centro e bairros nobres como Ipanema e Copacabana e 90% das pessoas ali residentes possuem renda para pagar um condomínio de pelo menos R$ 200 e aluguel de R$ 400 a R$ 1.000. Não é para qualquer um. O jornalismo da mídia empresarial se torna sério quando a tranqüilidade de pessoas com este perfil econômico está em jogo. De resto, o nobre leitor não ficará sabendo acerca do sofrimento alheio pela perda de parentes e amigos queridos. Para estas outras pessoas, o “nível insuportável” já chegou há algumas décadas.

Disputas políticas e ação consciente

No plano administrativo, uma das maiores tragédias do nosso Estado – efetuando-se evidentemente a dívida histórica de governos anteriores – se deu durante os últimos oito anos de governo, com a participação de três líderes insensíveis às questões fundamentais do Rio de Janeiro. A notável ausência de uma política pública de qualidade na área de Segurança Pública por parte de Anthony e Rosinha Garotinho é recheada com a insensibilidade do prefeito da capital César Maia e do casal Garotinho de acirrarem a disputa política, com críticas duras sem qualquer caráter propositivo, nos momentos mais difíceis pelos quais passou a cidade.

De forma despropositada, apenas para citar um exemplo, César Maia criticou o sociólogo e ex-secretário de Segurança Pública Estadual e Nacional, Luiz Eduardo Soares – a quem chamou de “policiólogo” de forma pejorativa –, relacionando-o a Anthony Garotinho, com quem Soares rompeu há pelo menos 6 anos. As críticas, ressalta-se, são puramente partidárias, sem qualquer sentido unificador ao qual um prefeito responsável deveria se dedicar neste momento.

Este tipo de comportamento, unido ao descaso com que a mídia empresarial e as autoridades das três esferas enfrentam as questões apontadas acima – sociais e criminais –, serve de recheio para o cenário de violência em que a população pobre e majoritariamente negra se encontra, com respingos nos bairros da elite. A ação da população organizada e consciente da tarefa histórica que temos pela frente – em maior número do que o número global de jornalistas da mídia empresarial e administradores insensíveis – será fundamental para a reversão do quadro. A visão depreciativa dos últimos acontecimentos deve ser radicalmente abolida, para então nos perguntarmos: o que podemos fazer pela população do nosso Estado e quais são os próximos passos?

Gustavo Barreto é pesquisador da Escola de Comunicação da UFRJ e editor da Revista Consciência.Net, do Fazendo Media e de outros meios da imprensa alternativa.

Contato: gb@ufrj.br

Historia dos 300 Espartas

Xerxes:” minhas flechas serão tão numerosas que cobrirão o sol”

Leônidas: “Ótimo, então lutaremos na sombra”

Nós marchamos. . . Nós marchamos para a guerra. . . Nós marchamos. . . nós lutamos. . . Nós somos Espartanos. O sangue cairá, mas não será nosso. . . Nós marchamos. . . Esparta nasceu da guerra. . . nós somos as crianças da guerra. . . Nós somos Espartanos. Eu sou Leonidas, e esta é minha história. Eu sou como o lobo, fortalecido por sua mordida, pois sobrevivi. Estes novos lobos não tem fim, mas Esparta mostrará o verdadeiro poder. Embora caídos, ainda assim retornaremos, pois somos a guerra encarnada. Eu comecei esta guerra, e assim é meu dever terminá-la. Xerxes morrerá, isto Eu, Leonidas, Senhor de Esparta, diz. Esta é a história dos 300. . . a história do heroísmo espartano. Embora nós sangramos em vermelho a terra de Thermopolyae, ainda assim nós sobrevivemos. A guerra é Esparta, nós somos Espartanos. Nós somos a guerra!

Esparta era uma das cidades-estado da Grécia Antiga. Situada nas beiras do rio Eurotas, na parte sudeste do Peloponeso, conquistou a vizinha Messénia cerca do ano 700 a.C. e, duzentos anos mais tarde, iria coligar-se com os seus outros vizinhos, formando a Liga do Peloponeso. Na Guerra do Peloponeso, no século V a.C., Esparta derrotou Atenas e passou virtualmente a governar toda a Grécia, mas em 371 a.C. os outros estados revoltaram-se e Esparta foi derrubada, apesar de manter-se poderosa ainda durante mais duzentos anos. Enquanto Atenas era a capital política, Esparta era a capital militar.

 

O poderoso exército de Xerxes, estimado em uns sessenta a setenta mil homens (a tradição grega diz que marchavam com milhões de homens), e melhor equipados que os anteriores, partiu em 480 a.C. “Levavam na cabeça uma espécie de sombreiro chamado tiara, de feltro de lã; ao redor do corpo, túnica; cobriam suas pernas com uma espécie de calças largas; ao invés de escudos de metal levavam escudos de vime; lanças curtas, arcos grandes, flechas e punhais na cintura” (Homero).

Cruzaram o Helesponto e seguindo a rota da costa entraram na península. As tropas helenicas, que conheciam estes movimentos, decidiram detê-los ao máximo no desfiladeiro das Termópilas (que significa Portas Quentes).

Neste lugar, o rei espartano Leônidas colocou uns trezentos soldados espartanos e mais mil de outras regiões. Xerxes lhe enviou uma mensagem: “Entregue-se espartano, minhas flechas serão tão numerosas que cobrirão o sol.”Leônidas então respondeu: “Ótimo, então lutaremos na sombra”. Após cinco dias de espera e vendo que sua superioridade numérica não intimidava o inimigo, os persas atacaram.

Naquele desfiladeiro tão estreito os persas não podiam usar sua famosa cavalaria, e sua superioridade numérica estava bloqueada, visto que suas lanças eram mais curtas que as gregas. O estreito fazia com que o combate fosse com similaridade numérica de combatentes, e não lhes coube senão regressar depois de dois dias de batalha.

Mas ocorreu que os gregos foram traídos por Efíaltes, que conduziu Xerxes através dos bosques para chegar pela retaguarda à saída das Termópilas. A proteção do caminho havia sido encomendada a mil foceus, que tinham excelentes posições defensivas, mas se acovardaram ante o avanço persa e fugiram. Ao saber da notícia, alguns gregos viram o inútil de sua situação e para evitar uma matança, Leônidas decidiu então deixar partir quem quisesse, ficando ele e seus espartanos firmes em seus postos.

Atacados, os espartanos sucumbiram depois de derrubar muito sangue persa. Posteriormente se levantaria nesse lugar a inscrição: “Viajante, vê e diz a Esparta que morremos por cumprir com suas sagradas leis”.

Abaixo tem o trailer do lançamento do filme:

 

Novo FireFox 2.0 – Show de bola !!!

É impossível navegar na internet sem usar o Firefox ele é simplesmente o melhor eu testei essa nova versão da raposa é está show de bola, uma das grandes novidades que eu particularmente achei que deixou o ie7 pra trás foi o dicionário em português que vem junto com uma das atualizações do firefox ele verifica o que você digita em formulários e marca com vermelho caso a palavra esteja errada, sua precisão foi de 90%.

O Firefox está na versão 2.0 o internet explorer está na versão 7.0 agora imagine o dia em que o firefox chegar na versão 7.0, apenas analisando as versão já podemos ver o contraste entre os dois navegadores.

Você pode fazer o download do novo firefox no link abaixo:

Vale a pena instalar o firefox…

Segue-se abaixo a noticia (embora atrasada) do lançamento da raposa (firefox) 2.0:


Firefox 2.0 é lançado e acirra briga com ExplorerA Mozilla Foundation liberou nesta terça-feira (24), no site getfirefox.com, a versão oficial do navegador Firefox 2.0. O lançamento, realizado cinco dias depois de a Microsoft ter disponibilizado o Internet Explorer 7 (IE7), esquenta a guerra dos navegadores, que ganhou força em novembro de 2004, com a estréia do Firefox 1.0.A aparência do novo programa é bastante semelhante à versão anterior — os ícones sofreram pequenas alterações, mas nada que impressione ou mude a identidade visual da ferramenta. As principais surpresas ficam por conta de um corretor ortográfico que checa palavras digitadas em formulários, além da caixa de busca que sugere termos de um banco de dados conforme eles são escritos. Até então, apenas as palavras que já haviam sido procuradas pelo internauta apareciam na caixa.

O Firefox 2.0 também sai na frente com a função “restauração da sessão”. Quando as janelas fecham abruptamente, o usuário tem a alternativa de reiniciar a navegação com as mesmas páginas abertas antes do “acidente”. Testes realizados pelo G1 também mostram que a novidade facilitou o uso das abas, todas abertas em uma mesma janela – agora, cada uma delas tem um botão de encerramento, ao contrário do que acontecia com o Firefox 1.5.0.7.

Nessa nova batalha da guerra dos browsers, os dois principais representantes do mercado se empenharam em acrescentar funções que facilitam ao máximo a navegação dos usuários. A idéia é resolver problemas já antigos e também criar ferramentas úteis, das quais os internautas nem sabiam que precisavam – talvez uma delas seja o programa anti-phishing, disponível nos dois navegadores, que alerta sobre sites perigosos. Confira aqui um teste comparativo entre as novidades.

O navegador da raposa tem atualmente 11,49% do mercado, contra 85,85% do Internet Explorer, segundo a empresa de tráfego na internet OneStat. Em maio de 2004, quando o principal concorrente do IE estava disponível somente em versão de testes, os números ficavam em 2,4% e 93,9%.

Em alguns dos países medidos pela companhia, a participação do Firefox é bem maior do que a média — 33% na Alemanha e 25% na Austrália. Nos Estados Unidos, a porcentagem fica em 14,88%. O estudo não divulga dados relacionados ao Brasil.
Noticia extraída de: Jornal República

Chega de Microsoft Office

Eu nunca canso de surpreender-me com a google, já não bastasse o google calendar, orkut, blogger, Spreadsheets e agora ela agrega ao seu serviço o Writely.

Um mês atrás o o blogger oficial noticiou que o serviço de edição de textos online Writely havia sido comprado pelo Google e que passara a aceitar novos registros.

Hoje, eu recebi mensagem do Google Writely Team informando que o serviço estará completamente integrado aos demais componentes do Google, acessíveis através de uma conta registrada “lá”.

O Writely é um poderoso processador de textos feito em Ajax executado diretamente do navegador. Ele permite salvar facilmente arquivos em diferentes formatos de documento (.doc, .txt etc), com razoáveis recursos de formatação.

A maioria dos usuários do Writely já sabem que o Google comprou o serviço, o que não chegou a ser uma supresa, uma vez que o Google já havia adquirido um programa de planilha online em Ajax. Eles admitem a intenção de disponibilizar uma “suite” de escritório inteira sem que nunca se precise, jamais, fazer um download.

Alguns benefícios de um sistema como esse é que o provedor dos serviços hospeda os arquivos, permitindo sua manipulação, transferência e compartilhamento de maneira inimaginavelmente fácil.

Desde que o Google comprou o Writely, contudo, a empresa nunca mais fez nada. Eles se mantiveram separados e o logo do Google não apareceu em sequer uma página do Writely. Ninguém (fora do complexo do Google) sabe o que estava sendo esperado, mas parece que agora eles estão perto de dar o próximo passo.

Será que nos próximos dias não vai ser anunciada uma versão da Google’s office suite?

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