Palavra: Escolha da Salvação (Atos 9: 1 – 6)

Palavra: Escolha da Salvação (Atos 9: 1 – 6)

O momento em que Paulo aceita o Senh está no V18, mas o processo de Salvação começou muito antes: já estava traçado desde a eternidade. O que parecia muito impossível aos olhos humanos não era dificil para Deus – Paulo de perseguidor da igreja passou a ser discípulo do Senhor. Do mesmo modo o Senhor traçou um plno de salvação para a sua vida, para a minha vida. Deus quer salvar a todos, mas a pergunta é: porque não são todos salvos? Porque Deus nos dá a escolha, o livre arbítrio, mas só ele pode dar a Salvação. Em Oséias 13:9 diz: “A tua ruína, ó Israel vem de ti; e só de mim o teu socorro”. Deus nos dá oportunidade e nos coloca no caminho, nos da o conselho: “Eis o caminho, andai nele”… A opção é nossa. Chega o momento em que Deus nos entrega a direção e pergunta qual a escolha.

Quem deixar a carne falar mais alto deixará a presença do Senho r voltará para o mundo. Mas uqem repreende a carne, abrindo o coraç~çao e deixando o Espírito Santo guiar sua vida, este andará no caminho da Salvação.

Você não veio a Casa do Senhor por acaso. Deus tem um propósito para a sua vida. Ele te chamou para te dar uma opção. Cabe a você escolher entre a salvação eterna e a perdição.

Vida neste mundo ou vida eterna. Subir para eternidade quando Jeusu vier buscar a igreja fiel, ou ficar neste mundo, onde nos diz a palavra que haverá choro e ranger de dentes. Ainda a tempo e a escolha é sua.

Palavra: Lava-te sete vezes (II Reis 5:10)

Palavra: Lava-te sete vezes (II Reis 5:10)

Este material elaborado abaixo foi destinado para auxiliar a pessoas que buscam um entendimento mais profundo da palavra de Deus e tenta transmitir as mensagens por um novo ponto de vista.

1 – Situação de Naamã.

Chefe do exercito do Rei da Síria; de respeito, porém leproso. Uma menina prisioneira e fiel ao serviço da mulher de Naamã, disse a sua senhora que se o seu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria ele ficaria curado da lepra.

Notificando o Rei de Israel, o Rei da Síria envia-lhe carta para que o curasse da lepra.

O Rei de Israel fica indignado e diz que ele não tinha cura alguma para dar, que ele não estava no lugar de Deus para curar alguém.

Elizeu, o profeta de Deus, ouvindo o que acontecera disse ao rei de Israel que deixasse ir a ele Naamã com sua comitiva, que se dirigiu e parou a porta da casa do profeta.

2 – Indignação de Naamã

Elizeu sabendo que Naamã chegara à sua casa, não apareceu mas somente mandou um mensageiro dizendo (II Reis 5:10):

“… Vai lava-te sete vezes no rio Jordão, e tua carne te tornarás e ficará purificado…”

Naamã era um homem que seguia a religião de seu rei, acostumados aos atos e cerimoniais utilizados pelos seus ministrantes, consistindo em ações mecânicas e visuais ditadas por fórmulas para impressionar o adorador – o que chamamos de LITURGIA – e fica indignado pois, no seu anseio e no seu entender, ele deveria proceder alguns rituais e se foi dizendo: Eis que dizia consigo mesmo:

“… Certamente ele sairá, por-se-a em pé, invocará o nome do Senhor seu Deus, e passará a mão sobre o lugar e restaurará o leproso.”

Em seguida considerou a insignificância daquela nação e de seu povo diante da supremacia da Síria sobre o mesmo, e achou que as águas do Jordão eram muito menos importantes que os rios de Damasco e disse:

“… Não são porventura Arbana e Farpar, rios de Damasco, melhores que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? E voltou-se e foi com indignação.”

3 – A Liturgia

O homem ainda que sincero e valoroso, guarda as tradições que recebeu de seus pais e de sua nação. Mormente quando seu pari goza de uma hegemonia econômica e cultural elevada em relação aos demais. Ainda que tenha temor de Deus e conhecimentos bíblicos, os recursos avançadíssimos de que dispõe – onde nada terreno lhe falta – os impulsiona a uma forte tendência de confiar na estrutura cultural em que foi criado, mesmo quando está doente. Isto esta impregnado em sua mente.

Assim, cuidando de buscar o espiritual ele quer ver uma expressão materializada para sua cura, ou seja, uma forma litúrgica. Naamã queria isso.

4 – A simplicidade do evangelho: O poder de Deus

Por isso é difícil crer que o Senhor, Deus verdadeiro, não precisa de nada disso para realizar a sua obra, que usa o menor quando o maior esta comprometido. O simples para confundir o sábio.

Então diante Naamã seus servos – mas sábios para Deus, disseram:

II Reis 5:13 “… Meu pai, se o profeta te dissera alguma grande coisa, porventura não farias: quando mais. Dizendo-te ele: lava-te e ficarás purificado”

5 – Lava-te sete vezes

O homem que não conhece o projeto de Deus, acostumado ao culto litúrgico que herdou de seus pais e da tradição, tem um complexo de opressões de que precisa ser libertado e o profeta, quando o manda lavar-te sete vezes, fala da purificação total de seus problemas, para que ficasse completamente curado. Parece um problema simples, mas o homem está travado dentro de um conjunto:

1 – Vaidade – Sairá

2 – Orgulho – Ficará de pé

3 – Presunção – Invocará o nome

4 – Religião – Passará a mão

5 – Mérito – Restaurará o leproso

6 – Razão – Arbana e Farpar

7 – Rebeldia – Voltou-se

1 – Vaidade – Ele sairá: Naamã tinha mentalidade de homem soberano, onde Deus é representado por homens que lhe obedecem e sentiu sua vaidade ferida porque o profeta não foi recebê-lo, só mandou um recado. Era a primeira coisa que precisa ser lavada (purificada)

2 – Orgulho – Ficará de pé: Naamã, segundo seu entendimento achava que o profeta tinha que ficar de pé para recebê-lo, por se tratar de um General, uma grande autoridade, pois na sua terra ele seria reverenciado dessa forma. Era o segundo mergulho para purificação de seu orgulho.

3 – Presunção – Invocará o nome de seu Deus: No sistema que conhecia ele precisava ouvir invocar o nome de seu Deus; Ele mandaria e o profeta obedeceria, o profeta invocava o seu deus obedeceria (era o seu sistema). Em Israel, com Deus verdadeiro não era assim. Essa presunção precisaria ser lavada nas águas do Espírito Santo (3º mergulho)

4 – Religião – Passará a mão sobre o local: Tratava-se de seus conceitos por uma longa convivência com o material. Para ele, o profeta teria que passar a mão para que fosse sentido o toque material, pois sua religião era materialista. Esse conceito precisa ser purificado (4º mergulho)

5 – Mérito – Restaurará o leproso: Não entendia que a purificação junto ao povo de Deus era uma operação do Senhor, seu entendimento era que os atos materiais trariam a solução visto que ele tinha méritos para isso, era uma boa pessoa, um bom general, um bom servidor dentro dos padrões de sua terra. Deveria entender que na purificação os méritos não possuem valor algum ( 5º mergulho )

6 – Razão – Naamã disse que os rios de Damasco – Arbana e Farpar – eram melhores que o “insignificante” Jordão de Israel. Aqui há um rio: lá em Damasco, nós temos dois e melhores. Noção de mais de um Salvador, de mais de um deus, na sua razão, Damasco está mais adiantado em cultura, em ciência e em tantas outras coisas em relação a Israel (em religião também). Essa razão humana seria purificada no 6º mergulho

7 – Rebeldia – Voltou-se indignado. Tudo que pensava foi contrariado. Não era capaz de aceitar uma orientação de Deus. Seu sistema composto de vaidade, orgulho, conceitos religiosos o deixou revoltado a ponto de decidir voltar para a Síria com a lepra, quando seus servos o disseram: Se o profeta lhe pedisse uma coisa grande certamente não faria? Naamã então se entrega e resolve descer ao Jordão. Quando desce ao Jordão, em cada mergulho ele recebe uma libertação: primeiro a vaidade, depois o orgulho, depois a presunção, depois a religião, depois o mérito, depois a razão e por fim a rebeldia e fica completamente restaurado.

6 – A cura – O homem convertido

II Reis 5:14: “… então desceu e mergulho no Jordão sete vezes como a palavra do homem de Deus: e sua carne tornou como a carne de um menino, e ficou purificado.”

Então Naamã purificado da lepra, convertido com novo entendimento confiando agora não no sistema religioso e material que aprendeu junto aos seus, mas conhecendo o Deus eterno volta a Elizeu e diz:

II Reis 5:15 – “… Eis que tenho conhecido que em toda terra não há deus senão em Israel…”

7 – A verdadeira adoração

Compreende a verdadeira adoração, entende que seus atos litúrgicos na religião de seu rei, não leva a necessidade interna do homem. Compreende que a obra de Deus é por fé e realizada pelo poder de sua palavra, não no material.

II Reis 5:17-18 – “E disse Naamã: Seja assim; dê-se a este teu servo uma carga de terra dum jugo de mula: porque nunca mais oferecera este teu servo holocaustos nem sacrificou a outros deuses, senão ao Senhor. Nisso perdoe o Senhor teu servo: quando meu senhor entrar na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encostar na minha mão eu também me tenha que encurvar na casa de Rimom…”

8 – A Trindade

A menina – Figura da Igreja – Jesus que aponta o caminho da salvação (cura) do leproso. Nunca em Israel houve cura de leprosos, mas ele tinha a profecia.

Rei – (no sentido genérico): Figura do pai que não aceita pedido senão pelo filho;

Profeta – O espírito Snato que orienta o que o homem deve fazer. É a revelação invisível que não se toca, mas se crê (Eliseu não aparece, mandou um recado)

9 – O verdadeiro leproso – Falso adorador

Eliseu não aceita a recompensa de Naamã, mas Geazi corre atrás dele e receber dele bens: 02 talentos de prata e 02 mudas de vestido; retorna para casa e chega ao profeta como nada tivesse acontecido. Eliseu lhe pergunta: “donde vens Geazi?” E Geazi responde com palavras dissimuladoras, evasivas (não disse nada) que o denunciou, próprias de quem está comprometido, de mau crente: “Teu servo não foi a nem a uma nem a outra parte.”

Eliseu então declara a situação dele: Moço do profeta mas não era profeta, fala do caminho mas não anda no caminho, sua mente esta envolvida e tomada pelo material. Ele tomou 02 talentos de prata e 02 mudas de vestido, mas Eliseu o profeta revela o que estava no seu coração:

II Reis 5:26 – “… era isto ocasião para tomares prata, e para tomares vestidos, e olivais e vinhas e ovelhas e bois e servos e servas?” “… Então saiu de diante dele leproso, branco como a neve.”

Era o verdadeiro leproso: sua adoração não era sincera: no seu coração so existia o material, mente profissional – leprosa, que usa de tudo para ganhar, até das coisas de Deus.

10 – Conclusão

A adoração a Deus consiste em uma experiência viva com Ele. A liturgia é uma forma material que não alcança a obra, por mais inteligente que o homem seja e por mais avançada que seja sua nação.

O Senhor não precisa de homens superdotados para realizar a sua Obra, mas usa aqueles que dispõem a obedece-lo e buscam uma experiência com Ele.

Há muitos homens na liturgia, no partidarismo, no sectismo, no individualismo, no bairrismo, transmitida a eles por tradição, que virão às águas do Espírito Santo para uma experiência com Deus. Há alguns também que terão sua parte como Geazi, acomodando-se ao presente século.

Regras para a interpretação da Profecia

Manual de escatologia.

Regras para a interpretação da Profecia.

A interpretação de profecias exige atenção às mesmas considerações a respeito de palavras, contexto, gramática e situações históricas, que são os princípios aceitos a respeito de qualquer campo de interpretação. Abaixo temos umas regras a serem seguidas quanto à interpretação das profecias.

1 – Verificar os antecedentes históricos dos profetas e da profecia.

2 – Descobrir o sentido e o significado especial dos nomes próprios, acontecimentos, referências geográficas, referências aos costumes ou a cultura material e referência à flora e à fauna.

3 – Descobrir se o trecho é produtivo ou didático.

4 – Se for preditivo, verificar se foi cumprido, não cumprido ou condicional.

5 – Descobrir se o mesmo tema ou conceito também é tratado em outro lugar.

6 – Como lembrete, mantenha vivo em sua mente o fluxo da passagem, prestar atenção ao contexto.

7 – Observe qual elemento da profecia é puramente local e temporal.

8 – Tome a interpretação literal da profecia como guia limitador da interpretação profética.

A. Interprete literalmente A consideração primordial em relação à interpretação profética talvez seja que, como todas as outras áreas de interpretação bíblica, ela deve ser interpretada literalmente. Independentemente da forma pela qual a revelação profética é dada, por meio dessa forma algumas verdades literais são reveladas. É problema do interprete descobrir o que é verdadeiro.

O motivo pelo qual um método não-literal de interpretação é adotado é, quase sem exceção, o desejo de evitar as interpretações óbvias do trecho. O desejo de harmonizar os ensinamentos das Escrituras com alguns sistemas de doutrinas predeterminados, em vez de pôr a doutrina em harmonia com as Escrituras, tem mantido o método vivo.

Sem dúvida, a maior confirmação do método literal de interpretação vem da observação do método que Deus empregou para cumprir as profecias já cumpridas. Masselink diz:

Podemos, portanto, deduzir nosso método de interpretação para profecias não-realizadas a partir das profecias que foram cumpridas, porque podemos deduzir seguramente os princípios orientadores de profecias não-realizadas a partir das previsões cumpridas que estão registradas no Novo Testamento.

De nossa posição privilegiada no tempo, a profecias é dividida no que foi cumprido e no que permanece sem cumprimento. Do ponto de vista de Deus, a profecia é uma unidade indivisível pelo tempo. Como unidade, consequentemente indivisível, o método usado nas profecias que estão sendo cumpridas agora também será o método usado para as profecias que aguardam cumprimento futuro. No campo de profecias cumpridas não é possível apontar nenhuma profecia que tenha sido cumprida de outra maneira que não literal. O Novo Testamento não conhece nenhum outro método de cumprimento do Antigo. Deus tem, dessa maneira, estabelecido seu divino princípio. Feinberg diz:

… na interpretação de profecias que ainda não foram cumpridas, as profecias que foram realizadas devem servir de padrão. A única maneira de saber como Deus cumprirá as profecias no futuro é verificar como ELE o fez no passado. Todas as profecias do Messias sofredor foram literalmente cumpridas no primeiro avento de Cristo. Não temos nenhum motivo para acreditar que as previsões de um Messias glorificado e reinante ocorrerão de qualquer outra maneira.

A conclusão deve ser que o método literal de cumprimento do Novo Testamente estabelece o método literal como o método de Deus no que diz respeito a profecias ainda não cumpridas.

B. Interprete conforme a harmonia da profecia. A segunda regra encontra-se em 2Pedro 1.20,21 em que o autor afirma que nenhuma profecia provém de particular elucidação. A profecia deve ser interpretada em harmonia com todo o plano profético. Feinberg diz:

Existem várias leis bem definidas para a interpretação de profecias. As Escrituras estabelecem a primeira e mais essencial de todas. Pedro diz em sua segunda carta que “nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação”. Isso não significa que nenhuma particular elucidação pode interpretar profecias. A idéia do apóstolo é que nenhuma profecia da Palavra deve ser interpretada somente com referência a si mesma[…] mas todas as outras passagens de revelação profética devem ser observadas e levadas em consideração. Cada profecia é parte de um plano maravilhoso de revelação, pois, para encontrar o verdadeiro sentido de uma profecia, devemos ter em mente todo o plano profético, bem como a interrelação entra as partes do plano.

Isso exige estudo cuidadoso não apenas dos temas genéricos da profecia, mas também de todas a passagens relacionadas a qualquer tema, a fim de que se alcance uma visão harmônica, já que uma predição muitas vezes iluminará outra.

C. Observe a perspectiva da profecia. Acontecimentos que possuem algum relacionamento mútuo e fazem parte de um plano ou um acontecimento que retífica outro de modo que haja dupla referência podem ser reunidos numa profecia, apesar de muito distantes em seu cumprimento. Feinberg diz:

… na interpretação de profecias […] deve ser dada à perspectiva a devida atenção. Certos acontecimentos futuros são considerados agrupadamente em uma área de visão limitada, apesar de estarem realmente a diferentes distâncias. È o caso sobretudo no que diz respeito aos chamados profetas maiores, cujas profecias sobre o cativeiro babilônico, os acontecimentos do dia do Senhor, o retorno da Babilônia, a dispersão mundial dos judeus e seu futuro agrupamento de todos os cantos da terra muitas vezes são agrupadas aparentemente de forma quase indiscriminada.

A não observação desse principio resulta em confusão.

D. Observe os relacionamentos de tempo. Como já dissemos, acontecimentos muito distantes na época de seu cumprimento podem ser tratados dentro de uma única profecia. È o caso sobretudo das profecias a respeito de Cristo, em que acontecimentos do primeiro e do segundo advento são mencionados conjuntamente como se ocorressem aos mesmo tempo. Da mesma maneira, a segunda e a terceira dispersação dos judeus são previstas na profecia como se acontecessem sem interrupções. Feinberg refere-se a esse princípio dizendo:

Outra regra de interpretação profética é conhecida como escorço, que, segundo o dr. Arthur T Pierson, pode assumir muitas formas. Dois ou mais acontecimentos de caráter semelhante podem ser descritos por um perfil comum […] Além disso, um exemplo comum e importante de escorço é evidente quando os acontecimentos futuros são colocados lado a lado, ao passo que entre seus cumprimentos existe grande intervalo…

É importante observar que o profeta pode contempla acontecimentos muito separados como contínuos, ou coisas futuras como passado ou presente.

E. Interprete cristologicamente. O tema central de toda as profecias é o Senhor Jesus Cristo. Sua pessoa e Suas obras são o grande tema da história profética. Pedro escreveu:

Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando atentamente qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguram [Pe 1.10,11]

João escreve: “ … o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap 19.10). Ambos ressaltam essa verdade.

F. Interprete historicamente. Quase não precisamos destacar que antes de interpretar, devemos conhecer o contexto histórico do profeta e da profecia. Ramm diz: “… o estudo da história é o primeiro ponto absoluto de qualquer estudo de profecia, seja ela didática, seja preditiva”. Esse contexto histórico compreenderá” … o significado completo dos costumes ou da cultura material e referências à flora e à fauna”.

G. Interprete gramaticalmente. Já foi dito o suficiente, de modo que aqui só é preciso lembrar ao intérprete de profecias que as regras estritas que governam a interpretação gramatical devem ser aplicadas a esse campo de estudos com o mesmo cuidado.

H. Interprete de acordo com a lei da dupla referência. Esse tema também foi tratado anteriormente. É suficiente lembrar que muitas vezes uma profecia pode abranger uma visão próxima e outra distante. Dessas, a  visão próxima já pode ter sido cumprida, enquanto a visão distante espera cumprimento; ou ambas podem estar na esfera de profecias cumpridas. Mais uma vez pode ter ocorrido dupla referência a dois acontecimentos de características similares, ambos no futuro distante. O fato de que apenas parte de uma profecia foi cumprida não apóia um método figurado ou não literal de cumprimento desta parte não realizada; tal cumprimento parcial promete isto sim, um futuro cumprimento completo e literal.

I. Interprete coerentemente. É impossível misturar os métodos de interpretação no campo da profecia. Um método deve ser adotado e usado do começo ao fim. Podemos declarar seguramente que o problema de interpretação de profecias é um problema de perseverança. À medida que não perseveramos na aplicação de princípios hemenêuticos erramos em nossas conclusões e interpretações. A observação dessas regras de interpretação profética levará  o estudioso de profecias a uma interpretação correta das Escrituras.